Em entrevista ao ND, Luan Santana falou sobre a solidão que o acompanha em alguns momentos

 

 

 

Confira a entrevista do cantor Luan Santana,via email, ao ND:

 

 

ND - Com shows nos EUA e outros marcados para a Europa, quando você viu que era a hora de investir numa divulgação internacional?  

 

Luan - Tenho o sonho de mostrar meu trabalho no exterior. Começando por algumas praças como Miami e México, mas com cautela e o mesmo cuidado que tracei a minha carreira aqui no Brasil. Tudo no seu tempo e sem me afastar do público que me consagrou. 
Não quero me sentir na obrigação de cantar em inglês e/ou espanhol para mostrar o meu trabalho ao mundo, mas também posso cantar para que nos ouçam. Eu quero que o mundo nos veja pelo que de tão lindo temos: a nossa música, a nossa democracia musical. O gênero, de onde bebi da fonte, que é o sertanejo, tem este dom de se unir - em perfeita harmonia- com tantos estilos como o axé, o funk e tantos outros.
Acredito que Tom Jobim fez a Bossa Nova ganhar o mundo com o nosso sotaque e a sua talentosa arte. Roberto Carlos é mundo, é internacional, com o seu romantismo em português. Emoção, emoções e emoções... não tem fronteiras e, sem parecer pretensioso, eu quero que o meu canto ecoe com a mesma força com que este Brasil abraça tantos povos e línguas.  

 

 

ND - Acredita que a visibilidade de artistas como Anitta no exterior contribuem para que outros brasileiros sejam melhor recebidos fora?  

 

Luan - Sim, claro. A Anitta é uma menina mulher, muito poderosa, com seu sorriso largo e verdadeiro é uma porta para o mundo, que te espera de braços abertos. 

 

 

ND - Com 10 anos de carreira, o que você acredita que mais mudou na sua vida nesse período? 

 

Luan - Eu amadureci. Hoje sou um homem na imagem e no som. E é óbvio, natural, mesmo, que o trabalho siga a minha realidade, minha identidade. Mas com a essência de sempre, que é a mesma, a do romantismo. Comecei aos 17 e estou sempre me reciclando. 

 

 

ND - Do que sente falta?  

 

Luan - Para ser sincero, estou sempre rodeado de amigos, de família, de público.  Mas há momentos de solidão, pode ter certeza, todo mundo tem. A rotina é puxada, muitos shows, compromissos. Cada hora estou em um lugar, cruzando os ares, as estradas, em hotéis diferentes; aliás, a pior solidão é aquela do quarto de hotel. Você sai do meio de uma multidão, de uma adrenalina fora de série, que é mexer com emoção, de lidar com a troca de energia entre você e o seu público e, de repente, se depara entre quatro paredes. Entre quatro paredes de um canto que não é seu. Não é a sua casa, não é o seu lugar, não tem o seu jeito.  

 

 

ND - “Acordando o prédio” é uma de suas músicas com mais visualizações no Youtube e também a mais tocada em 2017. Essa já está entre suas músicas que mais marcaram a carreira? Conta um pouco para gente sobre esse sucesso.

 

Luan - Sim, já esta! Eu estou realizado com a repercussão de “Acordando o Prédio”. Foi incrível a música se classificar como a mais tocada no Brasil em 2017. A letra é ousada, mas primamos em fazer um clipe que misturasse humor para que não explorasse o apelo sexual. Sem falar que gravar em Cuba, “pedindo emprestado” aquela alegria do povo e o colorido da Ilha foi inesquecível e muito prazeroso. Eu gostei muito do resultado e quero continuar acordando muitos prédios com o sucesso desta música. 

 

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