Luan Santana se prepara para a estreia de Só Toca Top

 

 

Sem esconder a ansiedade para a estreia do "Só Toca Top" - atração que será exibida a partir de sexta-feira (13) no Multishow e sábado (14) na Globo, Luan Santana conversou com o Observatório da Televisão sobre essa nova fase de apresentador.

 

O Só Toca Top vai ajudar você e outros artistas a entenderem mais a diversidade da música brasileira?

 

Eu acho que sim. Eu acho que essas oportunidades e essas ideias vão acontecendo ao longo do tempo. Acho que isso é muito natural. E eu sou muito feliz por tudo que venho construindo, porque eu tenho 10 anos de carreira. É mais que um presente apresentar um programa de música, apresentar um programa em que a gente vai escancarar para todo mundo o que Brasil está mais ouvindo. Eu acho que precisa de um programa assim na TV. Hoje a gente vê ranking na internet, ranking na rádio, ranking em todos os lugares e não tinha um ranking na TV ainda. Então a gente resolveu juntar tudo isso, fazer uma média geral e jogar na TV.

 

Como vocês descreve o programa?

 

O Raoni sempre fala, e eu concordo com ele, que nunca foi tão gostoso e tão fácil ouvir música. Hoje a gente ouve todos os estilos de música, não tem mais aquela coisa da sociedade ser dividida em tribos. Hoje em dia, a gente pode perceber que quem escuta samba, escuta rock, sertanejo, forró na mesma playlist, então isso é muito legal ao meu ver. E o programa é exatamente isso, é uma mistura de gêneros e só reflete o que as pessoas estão mais ouvindo no momento.

A sensação que eu tive quando a gente estava gravando o piloto é que era uma pancada atrás da outra, não dava tempo nem de respirar. A dinâmica do programa está muito legal! Saia o Kekel com Amor de Verdade e já vinha Só Quer Vrau e, de repente, já vinha o Fernando e Sorocaba cantando a música deles que todo mundo canta. Eu e a Fernandinha olhava assim… era uma festa.

 

De onde você buscou inspiração para ser um Luan Santana apresentador?

 

Muita gente tem me perguntado se eu tenho visto algum apresentador para pegar os trejeitos. Eu acho que o legal dessa história vai ser eu ter o meu jeito, é claro que eu preciso estudar a questão de posicionamento das câmeras, de que jeito olha para determinado lugar, entrar por uma porta e sair pela outra, isso demanda um certo tempo de estudo. Mas eu acho que as pessoas querem ver o Luan ali mesmo, a minha naturalidade e é isso que eu vou tentar passar.

Quando eu estou vendo o Faustão, os grandes nomes, eu fico olhando como eles se portam. É como eu disse, as pessoas querem ver o Luan, não querem ver eu imitando ninguém, nem fazendo o que ninguém faz. Eu acho que a naturalidade é muito legal, porque as pessoas sabem que eu não sou apresentador, que eu sou cantor, e eu acho que essa naturalidade pode até ser engraçada.

 

Qual artista top você levaria para cantar no programa?

 

O Justin Bieber.

 

 

A Fernandinha disse que levaria a Beyoncé. Vocês dois estão bem interessados nos artistas internacionais, né?

 

Não precisa ser internacional? Ah, então o Roberto Carlos.

 

Como fica o lugar do compositor num programa que visibiliza a música, não só os artistas que está em cima do palco?

 

Eu sempre fui um cara que valoriza muito o compositor, até por ser compositor também. Junto com o Caliman eu tenho várias músicas, estou gravando duas, inclusive, nesse novo projeto meu. Essa linha de trabalho eu fiz com um parceiro que costume compor com ele bastante, que é o Rafa Torres. Eu conheço o outro lado da moeda, eu também componho, eu também conheço esses caras, esses caras frequentam a minha casa, a gente divide ideais. Eu acho que a composição é muito disso. Sempre que a gente puder mencionar quem foi que fez esse hit, de quem é isso aqui, a gente vai fazer isso no programa.

 

Existe a possibilidade de um artista ter a letra de uma canção modificada, censurada? Qual a sua opinião sobre isso?

 

Eu acho que quando é muito pesado… porque tem crianças (assistindo), é um sábado à tarde. Eu acho que cada situação é para ser analisada individualmente. Se for muito pesado, eu concordo.

 

Antes dessa missão de apresentar um programa, você já fez uma participação na novela Rock Story, em 2016. Desafio é com você mesmo, né? O que você almeja para a sua carreira?

 

É como eu disse, as coisas vão surgindo e a gente vai vendo se enquadra no plano de carreira que eu tenho dentro de mim. A minha carreira sempre foi marcada por quebra de barreiras, de coisas diferentes que eu venho fazendo. Eu acho que esse é um grande passo, uma importante fase da minha vida esse programa Só Toca Top. Tem tudo a ver comigo, é um programa de música, de troca de experiência, vai me fazer muito bem trocar experiência com os artistas que estão passando lá, que pensam diferente de mim. Fazer som junto com eles vai ser muito legal para mim.

 

Você está preparado para as críticas que surgirão na internet sobre o seu desempenho no programa? Te incomoda com comentários maldosos?

 

Ah, eu vejo qual é o realmente pertinente. Eu sou um cara que sempre levou muito em consideração as críticas construtivas. No começo me fazia mal porque eu via de tudo, eu pesquisava meu nome no Google, para você ter noção, para ver o que as pessoas estavam falando no começo da carreira. Então isso me fazia mal e, muitas das vezes, sem fundamento nenhum a crítica, isso me machucava muito. De uns tempos para cá eu aprendi a separar mais as coisas e com o Só Toca Top não vai ser diferente. Se a crítica for construtiva eu vou levar em consideração sim.

 

Apesar de ter uma certeza experiência com apresentação, a Fernandinha disse que ainda está aprendendo sobre esse universo. Como você está avaliando a sua performance?

 

Pow, se ela ainda está aprendendo, então eu estou ferrado, vou largar mão (risos).

 

Durante a preparação do programa você descobriu um artista que te agradou, mas que ainda não está no circuito comercial?

 

Eu acho que um cara que esteve no programa piloto e que era um cara que, anteriormente, eu estava vendo algumas coisas, que é o Vitor Klay, ele tinha muito essa coisa de surf music, até com uma pegada MPB. Gravou o ‘Sol’ agora e conseguiu quebrar uma barreira muito legal. Então ele foi a aposta da semana no programa piloto e, provavelmente, como o Raoni disse: ‘se fosse um programa hoje, ele iria estar em algum dos rankings’. Como é um programa de rankings a gente vai pode comprovar que a pessoa é, realmente, a mais ouvida naquele estilo, naquela região, de acordo com o que for o ranking.

 

A sua rotina mudou após aceitar o convite da atração? A agenda, por exemplo, foi modificada?

 

Por ser segunda-feira a gravação do programa é um dia, sim, que a gente reservou na agenda para gravar, mas segunda-feira é tranquilo.  Geralmente, eu volto do show no domingo à noite, estou em casa e como é aqui em São Paulo facilitou minha vida num tamanho enorme. Se fosse no Rio ia complicar mais.

 

 

E o que você anda fazendo para aguentar a rotina agitada? Está se exercitando?

 

Eu não comecei esse trem ainda não, mas preciso começar (risos). Estou me achando gordo ultimamente, eu acho que tenho que voltar. Eu tinha uma rotina muito legal de exercício e de alimentação, confesso que estou meio relaxado nos últimos tempos.

Por ser um homem vaidoso, você sente que as pessoas ainda têm um pouco de preconceito com quem gosta de se cuidar?

Eu sou fissurado mais em cabelo. Eu gosto mais de mudar, mudo o tempo todo de cabelo, sou mais focado em cabelo. Eu acho que o estilo de qualquer pessoa começa no cabelo, é a primeira coisa que eu reparo numa mulher, por exemplo.

 


*Entrevista por André Romano para o Observatório da Televisão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload