Luan Santana fica mais perto dos fãs em seu novo projeto

 

Ele começou aos 16 anos, em 2007, de forma tímida, mas como tudo o que sempre fez, foi conquistando aos poucos o respeito de muita gente. Aquele menino hoje tem 27 anos, comemora 11 de carreira e o lançamento do novo projeto, Live Móvel, que viajou o país para gravar suas músicas num caminhão que se transforma num palco e trouxe Luan Santana de volta ao sertanejo, depois de se aventurar por outros estilos musicais e fazer dele um dos nomes mais fortes do país.

 

A Tribuna do Paraná foi convidada a acompanhar o laçamento, na última sexta-feira (14), em São Paulo. Em entrevista exclusiva, Luan explicou que o novo projeto tem parcerias importantes, que há muito tempo Luan queria fazer, como a dupla Jorge & Mateus, na música Sofazinho, o MC Kekel, em Vingança, e também Simone & Simaria, na música Machista, mas é totalmente focado na internet.

 

“Hoje essa forma nova de ouvir música, estando na palma da sua mão, fez as coisas mudarem, mas também pensando em qualidade, porque às vezes a rapidez acaba atrapalhando nisso e acho que não tem que ter o ‘vai essa mesmo’ e sim um planejamento, porque as pessoas consomem de forma rápida, mas também querem qualidade também”.

 

Na sua porta

O novo projeto de Luan faz jus a uma missão que ele tomou por sua desde o começo de sua carreira. Valorizando quem gosta de seu trabalho, o cantor sempre acreditou que deve estar próximo às pessoas que lhe ouvem. “Só quero tocar o coração do máximo de pessoas que eu conseguir enquanto eu estiver vivo. E aquelas que não puderem vir até mim, não tem problema, eu irei até elas”, é o que diz o próprio Luan em seu vídeo de divulgação.

 

Pensando nisso, o Live Móvel passou por quatro cidades: de São Paulo, a mais populosa do país, até a menos populosa, no povoado de Olho D’Água do Meio, zona rural de Piranhas, no sertão do Alagoas. “E tudo isso me ensinou muita coisa e abriu meus olhos. Às vezes a gente, na correria da vida, não pára pra pensar que nesse mesmo momento tem pessoas, em cidades muito distantes, vivendo vidas completamente diferentes. Não necessariamente passando necessidade, mas levando uma vida muito diferente da gente. A cidade que a gente foi tem 100 pessoas e elas vivem de forma muito simples lá, nunca tinham visto um show e a reação delas, a surpresa com que me receberam foi incrível”.

 

 

O lançamento do projeto foi feito todo nas plataformas digitais, então, todas as sete músicas já estão disponíveis. Os vídeos deste projeto vão sair a cada 14 dias, sempre no canal do YouTube do cantor. Apesar disso, Luan adiantou à Tribuna que sua equipe está planejando uma forma de lançar esse material em um CD físico. “Vamos fazer sim, limitado, mas vamos fazer. A nossa loja oficial vai fazer algumas unidades físicas para os fãs que gostam de colecionar e a Jequiti também deve fazer uma promoção. Hoje em dia é difícil porque ninguém mais compra CD, as pessoas consomem música de outra forma, acho que o mundo muda mesmo e a gente tem que se adaptar”. 

 

De volta às origens
 

Em seus últimos trabalhos, Luan se aventurou até mesmo por algo novo no país: o reggaeton, estilo com origens latinas. Mas agora, ao ouvir as músicas novas é perceptível que o cantor voltou ao sertanejo. “Minha essência sempre vai ser a do sertão, pois sou de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pantaneiro. Estou muito feliz com a carreira que venho construindo ao longo destes 11 anos e acho muito gostoso a gente inovar, se aventurar por outros estilos e voltar também. Ter essa liberdade é muito gostoso e acho que o artista não precisa ter limite. Admiro muito o artista que consegue cantar todo tipo de música, que consegue atingir todo tipo de público”.

 

Com 11 anos na estrada, Luan cresceu e amadureceu, mas sempre deixa claro que seu objetivo é surpreender o público e caminhar lado a lado com o que os fãs esperam dele também. “Acho que tem que achar um meio termo. O artista que se rende totalmente a vontade do que as pessoas esperam dele, perde o sentido de ser. O artista deve ditar as regras, mas a opinião do público também é muito importante, por isso o desafio é encontrar o meio termo, que é o mais difícil”.

 

Parando para pensar na quantidade de ‘nãos’ que Luan levou no começo de sua carreira, onde muita gente torcia o nariz para aquele adolescente que queria cantar, ele surpreendeu: “Eu acho que agradeceria essas pessoas, porque de certa forma todas as críticas, todos os discursos para me desacreditar e me diminuir acabaram tendo efeito contrário. Hoje estou aqui graças aos meus fãs, às pessoas que acreditaram em mim, mas também quem desacreditou. Por isso agradeço”, considerou o cantor, dizendo que logo quer voltar a Curitiba. “Amo a cidade, estou muito feliz com o carinho que vem de Curitiba nesse novo projeto e logo espero estar por aí”. 

 

** Informações do Tribuna Paraná 

 

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